PERFIL PESSOAL

 

A seu lado, para o domínio do conhecimento.

Nome: Miguel Jorge Palaoro (1953)
(Sorvendo um chimarrão amargo e quente, companheiro constante no trabalho e no lazer.)

 

  Sou casado com a Liana, que além de minha companheira na família, também leva comigo a empresa.  Dividimos as tarefas de forma clara, evitando intromissão e desgastes.  Se você perguntar: - E dá certo ?  Pelo jeito sim.  Já estamos juntos há mais de 20 anos, sem grandes sobressaltos na relação, e com ótimo diálogo.
  Temos 2 filhos,
Pedro (19 anos) -->
<-- Bruno (17).

O Pedro é roqueiro, como quase todos na sua idade.  É vocalista de um conjunto de rock, que vez por outra faz apresentações nesses eventos que reunem os novos no cenário musical da cidade.  Atualmente prepara o vestibular para Jornalismo.

O Bruno é aprendiz de artista.  Até há pouco fez parte do Show Musical Anchieta Canto e Dança, conjunto artístico composto por meninos e meninas estudantes do Colégio Anchieta em Porto Alegre, que fazem um trabalho paralelo aos estudos de difusão da cultura e das artes musicais.  Viajam muito pelo país e pelo exterior, fazendo apresentações sempre elogiadas.

 

  Um das coisas que mais gosto de fazer é reunir os amigos chegados para almoçar num domingo.  Tomar um whyskezinho, botar a conversa em dia, falar mal do governo (quando este dá razões, o que infelizmente não tem faltado) e discutir os rumos da política, da economia, do dólar, do Internacional, e às vezes tentando adivinhar quando será a próxima queda do Grêmio para a segunda divisão.
Se você é torcedor gremista me perdõe, mas que o nosso valoroso coirmão gosta de companhias perigosas, isso gosta!

Até já fiz minhas aventuras na frente do fogão.  Como costumo dizer, sou 'diplomado' pelo União Cooks.  Se você não sabe, a confraria 'União Cooks' é uma das confrarias de gourmets de maior prestígio.  Não sei se é a maior "do Brasil" ou é "do bairro" onde está situado o Gremio Náutico União, meu clube há uns 30 anos.  Foi o União que projetou a "nossa" Lady Dai (Daiane dos Santos).  Se você não lembra dela, é aquela baixinha que passa a maior parte do tempo fazendo piruetas e voando no tapete.

Pois a minha aventura no fogão durou o suficiente para saber das minhas limitações nos temperos e condimentos.  Ao mesmo tempo em que me acho capaz de identificar diferenças entre formatos de arquivos ou entre uma imagem vetorial e outra raster, reconheci de imediato a minha incapacidade de diferenciar o Cominho do Cravo da India.  No primeiro dia do curso do União Cooks eu já sabia que quem deveria estar lá eram os meus amigos Alfredo Bohn e Mogli Veiga, ambos engenheiros.  Eu só estava esquentando o banco para eles.  O Alfredo é um prodigio na culinária regional gaúcha, preparando qualquer coisa que cair (morta) na sua frente.  Já o compadre Mogli é viajado nas panelas.  Gosta tanto da arte dos sabores que depois de ser meu 'calouro' no União Cooks (veja só o efeito), abriu um restaurante, o Diverso, na Avenida Amazonas em Porto Alegre, onde pilota com muita competência um fogão industrial de não sei quantas bocas.  De terça a sábado, compromisso certo.  Tem um tempero 'berberê' criado por ele, segundo diz com raízes etíopes e mediterrâneas.  Acho que tem até conselhos de um Faraó no meio, coisa e tal.  Ele não revela o segredo, mas vale a pena manter a ignorância para não perder o sabor.

 

  Para mim o sentido de felicidade está associado à família.  Tanto a família que me criou como a que 'eu' criei.  Um dia feliz é aquele em que posso reunir os amigos para um churrasquinho.  Aqui ao lado está a Dona Ilávia, minha mãe, firme, forte e como sempre teimosa, no alto de seus 89 aninhos.

Quase ia esquecendo de comentar.  Meu ponto forte na cozinha é na parte de fora dela, na churrasqueira.  E tem que ser nos espetos.  Na churrasqueira eu não costumo frustrar meus amigos.  Acho que há muitos segredos num bom churrasco.  Mas todos são revelados para quem tem um pouco de dedicação à carne, e tem paciência para aproveitar a reunião com os amigos.

Obviamente a carne deve ser de boa procedência.  Nunca descuide do fogo e do sal grosso.  Quando preparar o fogo, deixe parte da churrasqueira sem brasas, para ter espaço de 'fuga' da carne muito gorda que costuma levantar chamas.  Nunca jogue água sobre as brasas para apagar o fogo.  Remova para o lado livre o espeto com a carne que está jogando a gordura na brasa e vai ver que o fogo some.  No mais é só não deixar queimar a carne e receber os abraços. Geralmente meus amigos tem pouco motivo para reclamar do resultado dos meus churrascos.

 

  O futuro é sempre uma porta aberta.  Costumo dizer que eu faço parte de uma geração em 'hiato' de evolução.  Acontece que eu fui apresentado ao computador com gravata e terno escuro.  A minha geração, enquanto esteve na faculdade, só entrava em acordo com o computador através de códigos perfurados em cartões, muito úteis para marcar livros.  O todo poderoso 'cérebro eletrônico' como se chamava, só trabalhava em sala especial, com ar condicionado.  Um luxo.  Trabalhava como um 'fusca', mas tinha o preço de uma Ferrari.

A geração seguinte já recebeu o computador em cima da mesa, com cara amigável e forma de conversa bem mais inteligível.  Já dava a impressão de que éramos velhos amigos.  A geração dos meus filhos é de uma terceira etapa, se é que se pode dividir assim de forma tão irresponsável.  Eles já consideram o computador como 'da família', sem o qual nada acontece.  Nenhum programa sai sem uma consulta ao Blog, um papinho no MSN ou no Skype.  É tudo muito simples e direto.
O computador hoje, tem a velocidade de uma Ferrari e o preço de um carro popular 1.0.  Meu amigo Livio Silva, nosso parceiro na Paraíba, comprou um há pouco e quase foi multado pelo departamento de trãnsito de Campina Grande quando ligou a máquina pela primeira vez.  Na rua dele havia uma placa de velocidade máxima e os 'bits' passavam zunindo no ouvido do guarda de trânsito, que por acaso passava pelo local.  Isto sim é que é um luxo.

Minha conclusão é que estamos no meio de uma verdadeira revolução de costumes e de métodos.  Hoje se fala mais, mas não necessariamente se fala melhor.  Veja que não sou dos que costumam criticar a gurizada por escrever errado no MSN ou mandar mensagens cifradas, só para os amigos 'iniciados'.
Eu próprio tenho vivido uma ótima experiência nestes anos trabalhando com o DataCAD, e participando das discussões e dos foruns em que intervêm gente de todo lugar do mundo.  Quando se avalia os gostos e as realidades, há uma enorme semelhança entre as preocupações que as pessoas com o mesmo grau de conhecimento têm, em qualquer lugar do mundo.  Aqui ao lado você pode conferir uma pequena obra do meu amigo Dave Giesselman, o 'papa' do DataCAD, mostrando o equilíbrio nos pólos Ying e Yang.  Também dá tempo para isso, como não ?

Os jovens conseguem falar com 'todo mundo' com menos preconceitos do que os da minha geração, que por sua vez já foi melhor do que a dos meus pais.  Acredito que os nossos filhos serão capazes de encontrar um modo de agir mais solidário, que abra oportunidade para mais gente.

 

  Sobretudo acredito no Brasil, que continua uma terra de oportunidades, e necessita de governos sérios, que combatam a corrupção e não venham a se beneficiar dela.  Especialmente governos que deixem as pessoas fazerem seu trabalho com qualidade e responsabilidade.  No meu ponto de vista um governo só deveria olhar para 2 focos: educação e emprego.  Educação significa investir na criação de oportunidades de formação profissional de qualidade para todos, independente de condição social.  Emprego significa criar o ambiente para que as empresas e os cidadãos empreendam e façam o seu papel, de criar oportunidades de ocupação e trabalho para todos, aproveitando o conhecimento disponível.  O restante é com as pessoas.  O cidadão tem melhores condições do que qualquer governo de dizer o que lhe é importante e o que deve fazer para melhorar sua vida.
Todas as demais funções, como saúde, transportes, agricultura, fiscalização, abastecimento, etc., andam a reboque dessas duas acima, e devem receber apenas gestão honesta e competente.